Viaje Sozinha!

08/05/2009

No dia que a jornalista aqui virou fonte…

Meados de junho a repórter portuguesa Neuza Gomes chegou ao meu blog, depois de navegar pela internet. Ela pesquisava sobre “mulheres que viajam sozinhas”, para fazer uma matéria do assunto.

Neuza perguntou se eu não toparia dar uma entrevista pra ela, contando como foi a minha experiência alone. Lá fui eu…

Essa semana ela me enviou a reportagem pronta, que saiu na revista portuguesa Glamorous Woman. Espero que sirva de motivação para pessoas que querem viajar, mas não têm coragem de irem sozinhas!

reportagem

Para ler a matéria, clique aqui

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Uma lembrança sem avisar

07/29/2009
Eu sei que o blog acabou, e que faltou eu colocar as fotos no Picasa (o que eu ainda quero fazer de verdade). No entanto, na semana passada uma lembrança da viagem entrou por debaixo da porta.
Eu lembro muito bem da quarta-feira cinza, 6 de maio,  em que apressada fui até o correio perto da onde meu amigo morava em Londres. A mala pra ir à Praga e a Budapeste já estava fechada e eu queria porque queria mandar um cartão postal muito fofo pro meu namorado.
Era diferente de todos os postais. Ele mostrava Londres desenhada e colorida. Vinha assinado por Andrew Murray. Como eu escrevi pro meu namorado, ele foi muito generoso com a cidade e não importa a atração turística que ele pintou, em todas aparece um avião no céu. Encontrei os postais numa lojinha de souvenires em frente à Torre de Londres.
No correio fui atendida por uma mulher mal-humorada. Pedi a ela um selo para mandar o cartão pro Brasil. Ela me entregou um, eu colei e deixei nas tradicionais caixas vermelhas.
Uma semana passou, dez dias passaram e o meu namorado não recebeu postal nenhum. Quando enviei outros cartões pro Brasil, dessa vez numa loja do Royal Mail mais simpática, descobri que a v. da mulher me vendeu o selo errado.
Ok, o cartão nunca chegaria. Fiquei chateada principalmente porque era um postal fofo. De qualquer forma, eu pretendia mesmo voltar a Tower Bridge, meu lugar preferido da cidade, e já aproveitaria para passar na lojinha, ali perto.
Feito isso, mandei o postal com o selo certo. Ele chegou ao Brasil em questão de dias. Ainda de quebra, comprei um quadrinho com o desenho de Murray pra mim.
E não é que na quinta-feira passada, dois meses e meio depois de mandar o primeiro postal pro meu namorado, ele realmente chegou ao destino final? Pena que veio um adesivo ENORME colado na frente, tapando o desenho. Nele, uma justificativa de que como o dinheiro foi insuficiente pra carta vir de avião, eles encontraram um jeito alternativo de enviá-la e por isso a demora!
Eu AMEI!

Eu sei que o blog acabou*, e que faltou eu colocar as fotos no Picasa (o que eu ainda quero fazer de verdade). No entanto, na semana passada uma lembrança da viagem entrou por debaixo da porta.

Eu lembro muito bem a quarta-feira cinza, em que apressada fui até o correio perto de onde meu amigo morava em Londres. A mala pra ir a Praga e a Budapeste já estava fechada e eu queria porque queria mandar um cartão postal muito fofo pro meu namorado.

Era diferente de todos os postais. Ele mostrava Londres desenhada e colorida. Vinha assinado por Andrew Murray. Como eu escrevi pro meu namorado, ele foi muito generoso com a cidade e não importa a atração turística que ele pintou, em todas aparece um avião no céu. Encontrei os postais numa lojinha de souvenires em frente à Torre de Londres.

No correio fui atendida por uma mulher mal humorada. Pedi a ela um selo para mandar o cartão pro Brasil. Ela me entregou um, eu colei e deixei nas tradicionais caixas vermelhas.

Uma semana passou, dez dias passaram e o meu namorado não recebeu postal nenhum. Quando enviei outros cartões pro Brasil, dessa vez numa loja do Royal Mail mais simpática, descobri que a v. da mulher me vendeu o selo errado.

Ok, o cartão nunca chegaria. Fiquei chateada principalmente porque era um postal fofo. De qualquer forma, eu pretendia mesmo voltar a Tower Bridge, meu lugar preferido da cidade, e já aproveitaria para passar na lojinha, ali perto.

Feito isso, mandei o postal com o selo certo. Ele chegou ao Brasil em questão de dias. Ainda de quebra, comprei um quadrinho com o desenho de Murray pra mim.

E não é que na quinta-feira passada, dois meses e meio depois de mandar o primeiro postal pro meu namorado, ele realmente chegou ao destino final? Pena que veio um adesivo ENORME colado na frente, tapando o desenho. Nele, uma explicação dizia que como o dinheiro foi insuficiente pra carta vir de avião, eles encontraram um jeito alternativo de enviá-la e por isso a demora!

Eu AMEI!

postal

O meu quadrinho, que ainda está no plástico. E é assim que Murray enxergava Londres, fofa não?

PS: Os postais são um pouco mais carinhos dos que eu vi pelas ruas, mas tá dada a dica. A loja fica bem em frente à Torre de Londres, os cartões estão em frente ao caixa, no cantinho esquerdo

PS2: Eu achei bem pouca referência de Murray na internet. Por isso, vou escrever mais ou menos que veio atrás do quadrinho. Andrew Murray (1917-1998) começou a pintar na meia idade. Ele desistiu do jornalismo para se dedicar totalmente à pintura, quando tinha 50 anos.

*Corrigindo: Como bem observou a Monica, o blog não acabou  está temporariamente inativo…até a minha próxima viagem

Lisboa em Fotos

06/22/2009

Com esse post me despeço do blog… quem sabe ano que vem não volto a atualizar esse espaço? Destinos não me faltam, não é mesmo? Aliás, já penso seriamente em alguns. Por enquanto, projetos que nem sairam do pensamento, quem dirá do orçamento!

Ah, claro. Volto aqui pra deixar o picasa quando eu colocar todas as fotos nele 😉

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Sacadinhas e roupas no varal estão por toda Lisboa

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Os azulejos também, claro

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Me encantei por esse prédio. Lisboa é definitivamente uma graça

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Conserveira de Lisboa, desde 1930. As latinhas são embaladas uma a uma

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Vista do Miradouro de Santa Luzia. O Rio Tejo parece mais um oceano

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Jamais verei um desses novamente! Ainda no Miradouro

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Morros da Alfama, repletos de ruelas

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São fofos, mas causam transtornos. Quer ver quando pifam! E eu vi!

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Um charme só esses elétricos

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Região do Parque das Nações. Linda e moderna, sem perder o charme

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Onde jaz Fernando Pessoa

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Monumento do Descobrimento, em Belém. Muito bravos meus antepassados

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Jamais comerei um desses novamente (ou não)! Saboreei com um nó na garganta, me perguntando quando que voltarei lá

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E eles vêm quentinhos, recém-saídos do forno. E o cheiro??? Hummm

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Na Praça Júlio de Castilhos, em frente ao Miradouro

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Roda, roda, vira… Festa das tradições portuguesas na Praça Dom Pedro IV, Rossio

Roma em fotos

06/15/2009

Observação: não sei o que aconteceu, mas as fotos não aparecem no post, peço desculpas e tô tentando resolver isso. Sorry. Aliás, acho que é problema na wordpress porque as de Firenze também estão sumindo!

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Basílica San Giovanni ao fundo

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Anfiteatro Flaviano, colossal

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A taça da Champions League

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Ruínas do Mercado Trajano

 

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Perseu com a cabeça de Medusa, de Antonio Canova, no Museu do Vaticano

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Vaticano, visto da cúpula da Basílica San Pietro

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Pensando… e eu quase passo reto por ele (Museu do Vaticano)

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Piazza Navona

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Pra eu lembrar de cada detalhe dela, Fontana di Trevi

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Idem

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Descansar e molhar os pés em uma das fontes da Piazza del Popolo

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Ruínas no Largo Argentina, literalmente no meio da cidade

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O Pantheon

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Piazza onde fica o Pantheon

Firenze em fotos

06/09/2009

Finalmente as fotos de Florença. Eu tinha parado com Paris, também fui a Veneza, mas como eu só fiquei uma tarde lá, eu acho que tudo que registrei não passou do óbvio. Então pulemos para Florença.

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O Rio Arno e os prédios antigos. O cheiro de velho está em tudo

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A Santa Maria del Fiore, incrível, vista de lado

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O Duomo é visto de todo lugar. Ruazinhas estreitas, onde eu adorava me perder

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O Rio Arno e a Ponte Vecchio

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Mercado Central de Florença, muito gostoso, super arrumadinho! E o Pinóquio, que está em tudo, porque lá é a terra do criador dele 😉

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Presunto de Parma original! nham nham. E eu só comi numa pizza

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Os tons amarronzados…

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Me apaixonei por essa pracinha. Não tinha no mapa, mas as policiais achavam que era Praça Santa Maria

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Firenza vista da Piazza Michelangelo

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Firenze vista do Jardim das Rosas

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O Jardim das Rosas…

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Ainda lá…

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E eu quase peguei um limão pra mim!

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Anoitecendo em Florença

Ainda faltam as fotos de Roma e Lisboa. Vou criar um álbum no Picasa, onde vou deixar todas as minhas fotos da viagem. Acho que demora um pouquinho pra eu fazer isso, mas quando eu fizer, eu aviso 😉

O quem importa é partir

06/03/2009
Não é irônico na viagem de volta ler essa frase “O que importa é partir, não é chegar”? A frase é do poema Viagem do poeta luso Miguel Torga e apareceu sendo citada por uma portuguesa que falava à revista da TAP sobre suas viagens pelo mundo. 
Li a frase mil vezes. E sim, o importante é partir! Partir, ir, se aventurar . É estar aberta pro diferente com olhos de viajante e não de crítico. 
No aeroporto mais do que nunca a sensação era de missão cumprida. Eu estava radiante por ter dado tudo melhor do que o planejado. Conversei com vários casais mais velhos que também esperavam o mesmo voo que eu o meu e que tinham viajado pela Europa. Todos ficaram surpresos por eu ter ido sozinha. E um ainda me disse “depois disso tudo você com certeza está preparada pra tudo”.  
Não sei, mas o que importa é partir. Voltei ao Brasil sem tristezas, porque tive férias muito bem aproveitadas e na viagem fiquei tentando definir pra onde vou ano que vem. É claro que eu vou viajar. As opções são tantas que dá até um nó na garganta em saber que não vou conhecer o mundo inteiro. 
Tive uma viagem muito agradável ao lado de uma angolana simpática, que ama o Brasil e me convidou pra ficar em sua casa na minha próxima ida a Lisboa. A gente ainda não sabia do acidente e achei ótimo saber dele só em São Paulo. Gente, eu ia chorar na primeira turbulência em cima do Oceano Atlântico. O clima no aeroporto era horrível de tenso.
Eu e a angolana comentávamos dos hábitos não muito higiênicos dos Europeus e dávamos risadas! Ela me disse que não importa se um angolano não tem dinheiro pra comprar escova de dente. Eles pegam o galho de uma árvore específica e usam como escova. No lugar do dentefrício, carvão e sal. Se não tem dinheiro pro desodorante, eles passam limão nas axilas. 
Além disso, ela comentava que várias palavras que usamos aqui, vieram da Angola, como bunda. Aliás, não só a palavra veio de lá, como o nosso próprio derrié né… Amélia também disse que não se identifica muito com os portugueses e se identifica muito mais com os brasileiros!
Pra fechar minha volta com chave de ouro, quando já sobrevoávamos o Brasil coloquei pra tocar na rádio da TAP Caetano Veloso e Roberto Carlos cantam Tom Jobim. Foi chegar ao Brasil em grande estilo. Aliás, Europa é maravilhosa, mas não troco isso aqui por nada. Me perdoem os chatos de plantão que adoram exaltar os pontos negativos daqui. 
Deixo aqui o poema de Miguel Torga:
Viagem
Aparelhei o barco da ilusão
E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar…
(Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).
Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura…
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar.

Não é irônico na viagem de volta ler essa frase “O que importa é partir, não é chegar”? A frase é do poema Viagem do poeta luso Miguel Torga e apareceu sendo citada por uma portuguesa, que falava à revista da TAP sobre suas viagens pelo mundo. 

Li a frase mil vezes. E sim, o importante é partir! Partir, ir, se aventurar. É estar aberto pra aceitar o diferente com olhos de viajante e não de crítico. 

No aeroporto mais do que nunca a sensação era de missão cumprida. Eu estava radiante por ter dado tudo melhor do que o planejado. Conversei com vários casais mais velhos que também esperavam o mesmo voo que eu e que tinham viajado pela Europa. Todos ficaram surpresos por eu ter ido sozinha. E um ainda me disse “depois disso tudo você com certeza está preparada pra tudo”.  

Não sei, mas o que importa é partir. Voltei ao Brasil sem tristezas, porque tive férias muito bem aproveitadas e na viagem fiquei tentando definir pra onde vou ano que vem. É claro que eu vou viajar. As opções são tantas que dá até um nó na garganta em saber que não vou conhecer o mundo inteiro. 

Tive uma viagem muito agradável ao lado de uma angolana simpática, que ama o Brasil e me convidou pra ficar em sua casa na minha próxima ida a Lisboa. A gente ainda não sabia do acidente e achei ótimo saber dele só em São Paulo. Gente, eu ia chorar na primeira turbulência em cima do Oceano Atlântico. O clima no aeroporto de Garulhos era horrível de tenso.

Eu e a angolana comentávamos dos hábitos não muito higiênicos dos Europeus e dávamos risadas! Ela me disse que não importa se um angolano não tem dinheiro pra comprar escova de dente. Eles pegam o galho de uma árvore específica e usam como escova. No lugar do dentefrício, carvão e sal. Se não há  dinheiro pro desodorante, eles passam limão nas axilas. 

Além disso, ela comentava que várias palavras que usamos aqui, vieram da Angola, como bunda. Aliás, não só a palavra veio de lá, como o nosso próprio derrié né… Amélia também falou que não se identifica muito com os portugueses e se identifica muito mais com os brasileiros! 

Pra fechar minha volta com chave de ouro, quando já sobrevoávamos o Brasil coloquei pra tocar na rádio da TAP Caetano Veloso e Roberto Carlos cantam Tom Jobim. Foi chegar ao Brasil em grande estilo e quando estávamos quase pousando ainda tocou Samba do Avião.

Aliás, Europa é maravilhosa, mas só reforça a minha tese de que não troco o Brasil por nada. Me perdoem os chatos de plantão que adoram exaltar os pontos negativos daqui. 

Deixo, então, o poema de Miguel Torga. É ler e se jogar:

Viagem

Aparelhei o barco da ilusão
E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar…
(Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).
Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura…
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura,
O que importa é partir, não é chegar.

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A vontade de descobrir, isso herdei dos meus antepassados

PS: Nos próximos posts, as fotos que faltaram…

Quem não foi a Lisboa não viu coisa boa

06/02/2009

Cheguei em Lisboa me sentindo o próprio bagaço da laranja (me perdoem o termo, perfeito para descrever como eu me sentia). Mas eu já estava com a sensação de missão cumprida e o que viesse pra mim a partir dali seria lucro.

E vieram dois dias de sol lindos, e veio filé de pescada de fazer inveja aos dos restaurantes de Floripa, e vieram bolinhos de bacalhau por apenas 0,90 euros, e veio suco de laranja natural espremido na hora, e veio um vento gostoso quase do mar, e vieram os perfeitos pastéis de Belém quentinhos, e vieram azulejos nos prédios, e veio o (a?) bougainville mais lindo (a) que já vi.

O que mais eu poderia querer além de encerrar minha viagem em Portugal? Depois do Tâmisa, Vltava, Danúbio, Sena, Arno, Tibre e Tejo, enfim meu reencontro com o Atlântico.

Há muito de Lisboa no Brasil e acho que há pouco dos Portugueses em nós. Os mais velhos são grosseiros e explosivos e eu me divertia reparando neles. Sentam no ônibus e puxam conversa (ok, isso herdamos). Também gostava das respostas atravessadas que eles davam.

Perguntei à mulher do caixa do supermercado que horas que eles fechavam amanhã (domingo). Obtive como resposta um “no mesmo horário que hoje”, acompanhada de um olhar de “que pergunta idiota”.  Mas como eu sou brasileira e tenho jogo de cintura, abri um sorriso e perguntei “e qual seria o horário de hoje?”. De novo o mesmo olhar e a resposta “nove e meia, oras”.

Pude perceber que Lisboa apresenta mais mendigos que as outras cidades que eu passei. Também dá para notar que ela não é tão desenvolvida, apesar de ter um transporte público muito bom e os charmosos bondinhos elétricos. Graça era o nome de um deles, e é assim que defino Lisboa, uma verdadeira graça.

A cidade pode ter mais problemas do que as outras, mas me sentia segura o tempo todo e ela é muito mais barata do que o resto, principalmente alimentação. Além do mais, tem sol, como disse uma velhinha à outra enquanto elas aguardavam o elétrico para Belém.

– Olha ali, essas mulheres vêm pra cá porque na terra delas não tem sol!! Olha cor dela! –  disse a senhora pra outra, enquanto apontava pra uma mulher branquinha.  

E depois disso as duas ficaram falando pra mulher pálida:

– Sai do soooool! Vai queimar a cabeça!! (assim em bom Porrrrtuguêsh, como se a loirinha lá entendesse uma só palavra).

Como sempre, fica o mesmo sentimento de que quero voltar.

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PS: Depois vou colocar fotos de todas as cidades que faltaram ta? Inclusive de Lisboa.

So mais tres dias

05/29/2009

Nao consegui mais atualizar o blog, porque amanha cedo parto pra Portugal e segunda ambarco para o Brasil! Com isso, a viagem ficou corrida, e quero aproveitar meus ultimas dias em Londres.

Finalmente a primavera deu as caras por aqui. Clima agradavel, todos os jardins floridos e sem nenhuma nuvem (ou quase nenhuma) no ceu. Pena que chegou tarde.

Quando chegar em casa, atualizo minha passagem curta por Lisboa.

A Champions League e Roma

05/26/2009

A cidade esta tomada por torcedores e hoje tive um encontro muito sem querer com os jogadores do Manchester! Chegando a Piazza Nazionale vi uma movimentacao estranha. Um onibus parado e algumas pessoas com maquina na mao, me informei e falaram que os jogadores do Machester ja iam sair do hotel.

Demorou pra caramba, mas eles desceram e eu tava bem ali na frente. O tecnico veio primeiro, cumprimentou todo mundo, inclusive eu (olha a minha cara de torcedora do Manchester) e depois vieram os jogadores. Meninas, Cristiano Ronaldo nao eh bonito. Eh alto, magricelo e extremamente MARRENTO. O que pra mim tira a metade da graca. Nenhum jogador parou e nem acenou.

Andando por Roma hoje vi varios torcedores. Pela manha soh dava Manchester, inclusive desses torcedores que tem o escudo do time tatuado no braco. No entanto, final de tarde, na regiao da Fontana di Trevi (mas eh claro que eu fui la hoje tambem) soh tinha torcedor do Barca. Eles ficam gritando Barca pelas ruas. Ja os torcedores ingleses ficam em bares bebendo e cantando as musicas da torcida (tipico nao?). Alem disso, vi um casal com a placa “I buy tickets for Champions League”.

E com isso tudo, minha tristeza de deixar a cidade amanha as 6h30 da manha soh aumenta. Vou morrer de saudade de pegar meu sorvete e ficar parada em frente a Fontana di Trevi. Sentirei muita saudade das fontes e das bicas d’agua. Me fara falta as ruas arborizadas e as flores nas sacadinhas dos predios. E o que dizer de andar e nao ver mais ruinas?

Sim, parto com o coracao partido. Vontade de ficar mais muitos dias. Roma eh unica sim. E eu poderia listar muitos motivos que me fazem dizer isso.

Ah, hoje fui a Basilica Sao Paulo (fora dos muros)! Fiquei de novo boquiaberta. Quer ver quando eu vi o tumulo do proprio Paulo? Tem MUITAS coisas que soh Roma faz por voce.

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O que me encanta em Roma

05/25/2009

Roma eh unica. Defintivamente. Nao sei do que gosto mais aqui. Se sao as ruinas que aparecem do nada, as piazzas ou as fontanas. Fico encantada em poder encher a minha garrafinha nas fontes de agua potavel espalhadas pela cidade. Elas estao por tudo. Alias, quero depois saber melhor essa relacao dos romanos com a agua! Alguem sabe me explicar?

Tambem adoro as fontanas grandes, hoje fui em todas as principais. E em todas elas sentei na beirinha, descansei e fiquei ouvindo aquele barulho gostoso de agua correndo. Na Piazza do Popolo fui alem, sentei, tirei meu tenis e como muitas outras pessoas, deixei meus pes dentro de uma das fontes. Um relaxamento otimo depois de muita andanca, e um jeito de driblar o calor.

Voltei a Fontana di Trevi e consegui duas fotos muito boas. Um senhor muito gentil acompanhado de sua esposa quem tirou. Alem disso, bati foto da fontana de todos os angulos. Eh que sei, sentirei saudade de passar lah e ficar minutos parada olhando pra ela.

Hoje tambem fui ao Vaticano. Sem palavras. Eh grandioso como tudo aqui e lindo. A Basilica de Sao Pedro eh algo que nunca verei igual, ateh porque ela eh a maior construcao da igreja catolica. Tambem fui ao Museu do Vaticano e confesso que nao via a hora de chegar a Capela Sistina. A pintura de Michelangelo no teto eh inacreditavel. Soh vendo ao vivo mesmo para ter uma nocao. Os desenhos parecem ser em 3D.

E por falar no Vaticano, perguntei a Irma Lairi – a brasileira responsavel pela comunidade onde estou hospedada – o que ela achava de Bento XVI. Ela me disse que quando ele foi eleito, ela nao ficou nada feliz, principalmente porque foi ele quem boicotou a teologia da liberacao na America Latina.

Mas ela acha que aos poucos Bento XVI tah se aproximando mais dos fieis e dos jovens. Nas palavras dela, eh claro que ele nao eh e nunca vai ser um Joao Paulo II, principalmente em relacao ao carisma. No entanto, Irma Lairi afirmou que a bagagem teologica de Bento XVI eh muito mais aprofundada que a de Joao Paulo II, ateh pela escola de onde ele veio.

PS: Acho que soh conseguirei colocar as fotos quando voltar ao Brasil. Nem eh muito, uma semana…

PS2: Hoje vi um mendigo pegando as moedinhas da Fontana di Trevi! hahaha Achei muito engracado. Profissa o negocio. Eh tipo um cabinho que ele coloca na fonte e cata as moedinhas!